TEORIA Nº 3
A TEORIA DO TEMPO ABSOLUTO
Jefferson de Mello, Curitiba, Paraná, Brasil, 2004.
[www.jeffersondemello.com]
(versão atualizada em 05/02/2005)
Introdução
Esta teoria se propõe a completar uma trilogia de compreensão do mundo. Fechando um ciclo dentro de três pensamentos que falam de uma única coisa: O Poder Criador da Mente Humana, e por conseqüência o Poder de Deus. Para ser completo, um conhecimento deve se constituir de 3 partes completas em si, que em conjunto formam uma quarta, que nada mais é do que a união das três. E não importa o quão estranho isso possa soar, sempre fará sentido em algum nível de pensamento. E afora esta lengalenga mística, o que sobra é o caminho, e o caminho, neste momento é compreender os pensamentos aqui descritos...
Dedico este trabalho ao senhor Albert Einstein, o homem que controlou o tempo e salvou sua raça. E a Sir Isaac Newton, o homem que mostrou o caminho de nosso Futuro Glorioso.
“Um grande homem, ao publicar suas descobertas, ficará satisfeito ao ver a humanidade compartilhando seus conhecimentos. Um Gênio ficará satisfeito ao ver que a história se modificou de acordo com suas previsões. Newton sabia e Einstein Sabia, a humanidade, no entanto, nunca soube”.
Jefferson de Mello
Obs:(Existem no texto a seguir algumas licenças didáticas que objetivam uma compreensão mais democrática de seu conteúdo, e que no entanto, não denigrem o universo das idéias apresentadas.)
1 - A Velocidade da Luz
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A Velocidade Inconstante da Luz pela visão Newtoniana
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Se a velocidade da luz é constante, então deveríamos acreditar que a água é um compressor do tempo, ou quem sabe um expansor do espaço (?).
A velocidade da luz dentro de nossas retinas é diferente desta no vácuo, ou mesmo no ar. Então nosso olho é uma espécie de máquina do tempo(?).
Se a velocidade da luz não varia, mas antes, o tempo é que se expande, examinemos a seguinte situação:
Jefferson vai até uma loja especializada e compra um fio de fibra ótica muito grande, de cerca de 300.000 Km, por comodidade ele o leva enrolado em um carretel. Chegando em seu laboratório, Jefferson ajeita as duas pontas do grande fio de fibra ótica, fazendo com que ambas apontem para seu rosto. Ao observar dentro de uma das pontas ele vê seu rosto, é claro, pois a fibra ótica tem a propriedade de carregar sinais luminosos, ou se preferir: Luz. Porem, a imagem que ele vê levou cerca de 1 segundo para percorrer todo o comprimento do fio, e, portanto chega 1 segundo atrasada. Jefferson verá sua imagem, digamos assim, do passado. Porem poderá concluir com toda a certeza que não houve nenhuma expansão do tempo, a defasagem temporal não passou de uma ilusão de ótica, da mesma natureza da que ocorre quando colocamos metade de um lápis dentro da água e este parece torto.
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A Velocidade Inconstante da Luz pela visão Einsteniana
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De acordo com a Relatividade, um astronauta que saísse de nosso planeta viajando a velocidades próximas à da luz, ao retornar à Terra estaria mais novo que seu famoso irmão gêmeo, que aqui ficou. Donde se conclui que o tempo, aqui na terra passou mais rápido do que o tempo na nave. Ora, a final de contas, se o nosso astronauta quisesse medir a velocidade de tudo aqui na terra, iria, obrigatoriamente perceber um aumento na velocidade de tudo que ocorreu por aqui, inclusive na velocidade da luz, que se quando ele iniciou a viagem era de 300.000 Km/s, durante sua jornada teve obrigatoriamente de atingir velocidades superiores. Não devemos, portanto fazer esta viagem interestelar.
Imagine um círculo de madeira com circunferência de 30.000 Km com uma pequena lâmpada presa na borda. Agora prenda este círculo em um potente motor giratório e ligue o motor. Acelerando o motor até sua velocidade máxima e, com um medidor apropriado lendo o sinal luminoso da lâmpada, obteremos a marca de 10 voltas por segundo. A princípio acreditamos que nosso motor não é muito bom, pois 10 voltas por segundo são um marco vergonhoso. Então paramos tudo e, desta vez, usamos um motor 2 vezes mais potente e rápido. Mas antes de ligarmos o motor percebemos que a velocidade que deverá ser aferida continuará sendo de 10 voltas por segundo, pois a teoria da Relatividade nos diz que a máxima velocidade que nossa lâmpada pode atingir é de 300.000 km/s, exatamente a velocidade em que ela estava. E chegamos à conclusão de que não devemos ligar nosso motor mais potente, pois o que aconteceria poderia nos ser por demais perigoso, e então desistimos da idéia e nunca mais falamos do assunto.
A velocidade máxima que um corpo pode atingir é de 300.000 Km/s, pois esta é a velocidade da luz, e este é o único motivo para esta velocidade limite. E ainda, esta velocidade limite é absoluta. Então a velocidade máxima que um corpo pode atingir na água é de 300.000 km/s, e no vácuo, também é de 300.000 km/s, e no ar também. Conclusão: Não devemos nos movimentar na água à velocidade de 300.000 km/s, pois a velocidade da luz na água é menor do que isso e, portanto é muito perigoso faze-lo. Não devemos nem pensar nesta possibilidade.
A luz, ao passar pelos nossos olhos sofre diminuição da velocidade, e isto é necessário para que possamos entender os sinais luminosos à nossa volta. Portanto, Se entendermos nossos olhos como parte do sistema que nos permite “ver” a luz, devemos fechar nossos olhos imediatamente, ou coisas horríveis poderão ocorrer, pois, segundo a teoria da relatividade a velocidade da luz é constante e, portanto nossos olhos comprimem o tempo podendo causar conseqüências imprevisíveis para nós.
Jefferson, Newton e Einstein
Agora, peço-lhe que examine esta minha humilde história fictícia onde tento imaginar-me contracenando com meus grandes ídolos Newton e Einstein:
Nosso amigo Newton está fazendo um experimento para determinar a diferença de tempo entre dois acontecimentos. O acontecimento número 1 é uma bola de aço caindo em uma bacia de zinco, um acontecimento bastante barulhento. O acontecimento número 2 é uma bolinha de aço caindo em um copo de zinco, também fará barulho. Newton precisa de ajuda para realizar o experimento e para tanto chama seus dois amigos Jefferson e Einstein, Jefferson cuidará da bola grande e Einstein da pequena. Ao sinal de Newton Jefferson solta a bola grande, Einstein ouve o barulho, e como combinado, 1 segundo depois solta sua bolinha, Newton ouve o barulho e faz suas medições. Conhecedor da velocidade do som, Newton leva-a em conta nesta experiência e calcula tudo com exatidão.
Mas Einstein lhe questiona sobre como se poderia fazer este experimento no vácuo, visto que lá não há som. Newton lhe responde que bastaria conhecer a velocidade da luz, que viaja sem problemas no vácuo, e fazer as medições baseadas, não no barulho, mas na imagem e levando em conta não a velocidade do som, mas a da luz.
Jefferson e Einstein ficam bastante satisfeitos com a explicação de Newton, mas Einstein, com sua imaginação brilhante começa a vislumbrar as incríveis ilusões de ótica que poderiam surgir com a distância, velocidade e aceleração, ao se utilizar a luz ao invés do som para medir acontecimentos. Lembra-se do fenômeno do eco, que nos permite "ouvir o passado" e fica extasiado com a possibilidade de "ver o passado". Ele passa a vislumbrar todos os fenômenos incríveis que ocorreriam se pudéssemos nos mover com velocidades compatíveis com a da luz, e fazendo uma analogia com a "barreira do som", ele, secretamente define a "barreira da luz", ele é muito inteligente e prevê exatamente o que aconteceria com um observador que se afastasse de um objeto com uma velocidade igual a da luz. O observador veria o objeto parado, e se aumentasse sua velocidade o objeto pareceria negro, pois nenhum raio de luz poderia ser visto.
Einstein faz então uma relação entre o comportamento da luz e o fenômeno sonoro da contração e expansão que ocorre quando um observador parado observa (ouve) um automóvel passar por ele (Efeito Doppler). Quando o automóvel está se aproximando, a freqüência do som emitido pelo motor aumenta e o som parece mais agudo. Ao contrário, quando o automóvel se afasta, o som parece mais grave. Einstein conclui que se o automóvel fizesse o mesmo movimento muito mais rápido, a freqüência das ondas luminosas deveria mostrar-nos o mesmo fenômeno.
Desta forma um observador ao aproximar-se de um objeto em ala velocidade teria a impressão de que o objeto teria mudado de cor. Se a velocidade for próxima à da luz, o objeto ficaria violeta, que é a cor de maior freqüência, se a velocidade for maior do que a da luz, o objeto ficará preto porque freqüências acima desta não são captadas pelo olho humano. Da mesma forma, ao se distanciar do objeto, ele tenderá para o vermelho, que é a cor de menor freqüência e depois, ao se aumentar a velocidade de distanciamento, ele voltará a ficar preto porque o observador estaria com uma velocidade relativa maior do que a das ondas de luz, que não o alcançariam.
Veja isto como uma simples suposição:
Sei que é provável que você, mesmo com todas estas indicações em contrário, continue acreditando que a velocidade da luz é constante e independe do observador. Porém, permita-se imaginar a possibilidade de que talvez a luz não aceite a alcunha de único sinal no universo que não respeita os postulados newtonianos e então tente imaginar que a luz se comporta como qualquer outra coisa no universo e pense...: Se pudéssemos nos afastar de um objeto acelerando do zero até velocidades superiores à da luz o que aconteceria:
Obs: (Se restam dúvida e vontade, estude sobre o princípio da incerteza, que pôs por terra a velocidade constante da luz e irritou Einstein até os últimos dias de sua vida.).
2 - O Experimento da Parede Furta-cor
Obs: (Para este experimento tivemos de “construir” uma nave com as seguintes características: Capacidade de se deslocar com qualquer velocidade. Duas Janelas, uma na frente e outra atrás, ambas feitas de uma poderosa lente de aumento variável e automática, de forma que o objeto que se deseja observar mostre sempre o mesmo tamanho, de quem o observa de dentro da nave, independentemente da distância e da velocidade da nave.).
Iniciemos nossa experiência... Liguemos os motores e...
1 - velocidade normal:
Observamos o objeto à nossa frente, é uma parede verde de cerca de 4 x 4m, em seu canto superior esquerdo há um relógio de ponteiros pretos.
2-começamos a acelerar:
A parede muda sua cor de forma gradativa. O relógio começa a andar cada vez mais lentamente.
3-velocidade próxima à da luz:
A cor da parede agora é de um vermelho escuro (baixas freqüências). O relógio parece estar parado, na verdade ele se movimenta muito lentamente, seu movimento, no entanto é, na prática, imperceptível.
4-velocidade da luz:
A parede fica preta, o relógio também desaparece em meio à escuridão. Nós nos perguntamos onde foi parar a parede e resolvemos olhar na janela de trás da nave, mas lá também não a encontramos.
5-Velocidade um pouco maior do que a da luz:
Na janela da frente, a parede continua totalmente negra. Porém algo estranho está acontecendo: Na janela de trás a parede surpreendentemente começa a aparecer, sua cor é de um vermelho muito escuro, e estamos quase podendo ler os ponteiros do relógio, que agora foi parar no canto direito. Mas tudo ainda é muito escuro.
6-Velocidade razoavelmente acima da da luz:
Agora a parede começa a atingir uma visibilidade melhor. É um vermelho vivo, e qual não é nossa surpresa ao ver no meio da parede uma sombra arredondada, de formato correspondente ao da nossa nave! E o relógio no canto direito, está andando para trás!
Obs: (Neste momento ficamos realmente assustados com o que poderia estar acontecendo e resolvemos voltar para a nossa parede e ver em que condições a encontraríamos.)
7-Velocidade diminuindo, mas ainda muito alta:
A estranha imagem na janela de trás já desapareceu, para nosso alivio. A imagem da parede está na janela da frente e a cor da parede começa a ir esverdeando a partir do vermelho escuro. O relógio está andando lentamente, mas começa a se aproximar de sua velocidade normal.
8-Estamos quase parando.
A parede já está verde e o relógio parece andar em um ritmo normal.
9-Estamos parados.
Graças a nossa janela telescópica, observamos nossa parede como se estivéssemos a poucos metros dela embora realmente estejamos há milhões de quilômetros dela. Porém existe algo curioso acontecendo: O relógio da parede está atrasado minutos 12 em relação ao nosso... De acordo com nossos instrumentos estamos a uma distância de 216.000.000 Km de nossa parede. Ao fazermos os cálculos entendemos a situação: Acontece que o atraso de 12 minutos do relógio da parede em relação ao nosso é exatamente o tempo que leva a luz para percorrer os 216.000.000 Km.
10-Começamos a nos mover novamente em direção à parede a velocidades próximas à da luz:
A cor da parede vai do verde ao violeta (altas freqüências) e o relógio anda acelerado.
11- Estamos quase chegando ao ponto de partida e começamos a desacelerar a nave:
A cor da parede começa a se aproximar do verde e o relógio desacelera aproximando-se de seu ritmo normal. O horário apontado pelo relógio da parede vai se aproximando gradativamente do mostrado pelo nosso relógio, dentro da nave.
12-Finalmente chegamos à nossa parede.
O relógio dela está perfeitamente cronometrado com o nosso e ela está verde novamente.
Conclusões do Experimento
Podemos constatar que todas as coisas incríveis que nós vimos não passaram de fenômenos óticos. Não houve nenhuma dilatação do tempo ou contração do espaço, o tempo é absoluto e deve, portanto poder ser representado vetorialmente. A luz é um sinal, uma informação assim como o som, e, portanto, se comporta de forma semelhante à do som. “Viajar no tempo” é o mesmo que viajar no espaço e, portanto, tempo é igual a espaço, ou mais precisamente, tempo é diretamente proporcional à distância e inversamente proporcional à velocidade do sinal usado para sua medição.
IMPORTANTE! (A obtenção destas conclusões não implica necessariamente em aceitar-se que a velocidade da luz varia. A luz foi usada como sinal neste “experimento” apenas por questões didáticas, mas de qualquer forma, sublinho que será necessária a admissão da existência de um sinal com velocidade razoavelmente superior à da luz para o entendimento amplo desta teoria.).
3 - A Natureza do Tempo
“Um momento é um estado energético possível de ser medido”.
“O tempo é uma seqüência de momentos que se sucedem com velocidade infinita”.
“A Luz, o Som, ou qualquer outro sinal normal é um holograma esférico do momento, que se alastra, mantendo o centro e aumentando o raio segundo sua velocidade”.
“A velocidade máxima potencial é infinita”.
Obs: (Esta última expressão é um postulado baseado em Newton. A VMP depende da distância e da aceleração, sempre se podendo aumentar uma e/ou outra).
O Sinal Temporal
Chamaremos de Sinal Temporal, ou Tempo, o sinal cujas características principais são:
a) Ser composto de infinitos sub-sinais com velocidades variando de zero a infinito;
b) Possuir propagação esférica;
c) Possuir centro fixo.
Princípio da Simultaneidade Universal
“Todos os acontecimentos ocorrem simultaneamente”.
Vou explicar…
Cada sub-sinal Temporal representa uma determinada velocidade de expansão, de forma que T0 representa velocidade zero, T1, a menor velocidade possível acima de zero e TM, a maior velocidade possível abaixo de infinito e Ti, a velocidade infinita.
Analisando a diferença da velocidade de passagem do tempo entre um observador e um objeto, usando a primeira Lei da Estática Temporal e utilizando como sinal o Tempo, temos que:
Onde, D é a diferença de tempo entre um observador e um objeto, d é a distância entre eles e Tn é a velocidade do sinal T usado.
E, portanto,
Onde Vt é a diferença da velocidade de passagem de tempo entre um observador e um objeto, v é a velocidade entre os dois e Tn, a velocidade do sinal T usado.
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A Super Câmera
Imaginemos um aparelho muito semelhante a uma câmera de vídeo, mas com a peculiaridade de trabalhar não apenas com ondas luminosas para o registro das imagens, mas que, além disso, seja capaz de transformar qualquer sinal emitido pelo objeto ao qual “filma”, em imagens e armazena-las em sua fita.
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Nossa Super Câmera apresentaria, além da capacidade de capturar imagens, a grande vantagem de se poder escolher o sinal usado para a captura. Usando-se um sinal de baixa velocidade, como por exemplo, o som (lembre-se de que nossa câmera pode transformar qualquer sinal em imagens) a imagem seria tão “do passado” quanto a distância da cena filmada. Da mesma forma, utilizando-se sinais muito rápidos, como a onda X (mais rápido mesmo do que a luz) a cena filmada seria uma imagem do futuro!
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Tiramos disto que todo o acontecimento, seja ele observado no futuro ou passado ocorre ao mesmo tempo. Esta conclusão é obtida pela adaptação das leis da dinâmica e estática do tempo ao sinal Temporal(T).
Conclusão:
O tempo em si não existe e todos os acontecimentos ocorrem simultaneamente. O observador percebe a passagem do tempo exclusivamente devido à sua aparente incapacidade de perceber sinais de velocidade muito baixa e muito alta. De modo que um aparelho que pudesse variar o sinal usado para registrar uma cena, indo de T0 a Ti mostraria facilmente o passado, o presente e o futuro.
4 - Algumas questões comuns
Buracos Negros: Podem ser corpos que se afastam da terra a velocidades superiores à da luz. Nós os veriamos como círculos negros, pois a luz que escapa deles ou não chegou à terra ainda ou estaria chegando a uma freqüência muito baixa. Porém podemos usar estes astros para captar sinais que viajam a velocidades superiores à da Luz.
Curvatura do Espaço: Não existe. O espaço é plano. A curvatura da luz, esta sim existe e se dá por que a luz emanada por uma estrela se alastra na forma de inúmeras esferas consecutivas. Originalmente a distância entre as esferas é sempre a mesma, porém quando as esferas chocam-se com um grande astro arredondado, como o Sol, elas se deformam e na área próxima às laterais do astro há uma compressão entre as esferas, causando a curvatura observada. Na verdade, como tudo o que ocorre com a luz este é mais um fenômeno ótico exatamente como a refração.
Buraco de Minhoca: Trata-se de uma abstração teórica fantástica e muito interessante. Na verdade ele é possível, mas apenas para se observar o futuro ou o passado, e nunca para realmente se viajar no tempo. Ao se atravessar um buraco de minhoca, o observador veria, por exemplo, o futuro, devido à sua grande velocidade de deslocamento, mas ao sair do buraco o sinal voltaria à sua velocidade normal e o observador voltaria ao seu tempo original.
Gravidade: Não é uma força em si, mas apenas resultado da curvatura, ou difração do sinal Temporal. Sua natureza é a mesma da força centrífuga (e/ou centrípeta). Para se controlar a gravidade, basta que se conheça o funcionamento do sinal Temporal (Tempo).
Conclusão Final
A Ciência encontra-se hoje, em total capacidade de provar que o mundo não existe a não ser que o observemos, e que não tem forma a não ser que o interpretemos. O modo real como é o mundo, é para a humanidade uma incógnita desejada e para que se abram as portas do Poder Criador, basta a vontade, e nada, nada mais.
Jefferson de Mello, Curitiba, Brasil, 2004
TO BE CONTINUED...
Leia…
A incrível onda X: o sinal mais rápido que a luz
http://www.fisica.com.br/Cafis/199912/IssoEFisica.htm
Se não há observador não há objeto
http://www.fisicaquantica.blogger.com.br/2003_01_01_archive.html
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ADENDOS
Mas por quê Tempo Absoluto?
Já conhecemos a natureza do tempo, descobrimos que o que chamamos de passado e futuro não existe, que na verdade “ontem” e “amanhã” ocorrem ao mesmo tempo e concluímos que a sensação de passagem de tempo é uma característica da consciência e de como interpretamos o mundo, e desta forma, não constitui uma lei universal. Mas então por quê “Teoria do tempo Absoluto”? Não deveríamos dizer, ao contrário, tempo subjetivo, variável ou mesmo relativo? Um estudo atento sobre as dimensões espaciais nos mostra que não.
O mundo em 3d
A localização de qualquer ponto no espaço pode ser definida usando-se apenas três informações. Tomemos como exemplo uma bola flutuando parada em uma sala vazia.
Podemos definir perfeitamente a posição da bola dizendo a que altura ela está do chão, qual sua distância até a parede da esquerda (ou da direita), e qual a distância dela até a parede de trás. Estas três informações são usualmente chamadas de coordenadas e podem ser representadas em um sistema cartesiano. As três coordenadas representam exatamente as três dimensões do nosso universo e são suficientes para descrever com precisão a posição de qualquer ponto no espaço em um determinado momento.
A 4ª Dimensão
Conhecer a posição de um objeto não nos dá a certeza de encontrá-lo, pois este objeto provavelmente não estará lá para sempre. Nossa bola flutuante, por exemplo, pode aquecer-se no calor do verão e simplesmente começar a subir. Aí teremos de medir novamente a dimensão que representa a sua altura com relação ao chão e se a bola continuar a subir teremos de calcular uma seqüência de conjuntos de três coordenadas para podermos ir definindo a cada instante sua nova posição. Quando finalmente a bola parar de subir teremos um conjunto de informações suficientes para descrever sua trajetória do começo ao fim.
Acaba de entrar na história uma nova informação sobre nossa bola. Agora cada conjunto de três coordenadas precisou ser acrescida de mais uma informação, o tempo no qual a nossa bola encontrava-se naquela posição. Desta forma, para a correta definição espacial de um objeto precisamos saber, além de sua posição, o instante em que ele ocupa esta posição. A este conjunto de três coordenadas espaciais e uma temporal os cientistas chamam de espaço-tempo. Devido a esta definição o tempo é costumeiramente conhecido como a quarta dimensão.
Objetos pontuais e objetos extensos
Peço-lhe que esqueçamos por um momento a dimensão temporal e nos atenhamos às três dimensões espaciais. Para que a posição de um objeto possa ser definida por apenas um conjunto de três coordenadas ele tem de ser pontual (um ponto) o que significa que ele não pode possuir extensão. Como os objetos que vemos à nossa volta possuem extensão (altura, largura e profundidade) cada um deles irá ocupar infinitos pontos no espaço, o que nos obriga a definir inúmeros conjuntos de três coordenadas para conhecermos sua posição.
Desta forma, em nossos estudos criamos objetos imaginários com menos dimensões do que os objetos reais. Isso nos possibilita fazer cálculos, especulações e explanações. Imaginemos agora um objeto vertical em formato de linha. Nosso objeto imaginário não possui largura e nem profundidade, mas apenas altura. Trata-se de um objeto cuja posição espacial pode ser definida perfeitamente. Usando-se um plano cartesiano podemos dizer, por exemplo, que este objeto ocupa (ou é formado de) todos os pontos que vão de A a B.
Agora voltemos a pensar na dimensão temporal e imaginemos um objeto pontual que parte de uma determinada posição inicial (A) e sobe até atingir uma segunda posição (B).
Note que o objeto, ao fazer esse movimento descreve no espaço-tempo uma linha idêntica ao objeto linha de que falamos acima. No entanto, o objeto pontual que do nosso ponto de vista descreveu uma linha "acredita" que fez um movimento e que realmente se deslocou no tempo. Aquilo que um ser que vive em um mundo sem dimensões (adimensional) chama de tempo, nada mais é do que o que nós, seres tridimensionais, chamamos de primeira dimensão espacial.
O Objeto Temporal e as infinitas dimensões
Nós somos seres espacialmente tridimensionais e, portanto, do nosso ponto de vista, a quarta dimensão é assimilada como uma dimensão temporal a qual chamamos simplesmente de tempo. Imagine um ser que vive em um universo com quatro ou mais dimensões espaciais: para ele o que chamamos de tempo não passa de mais uma dimensão espacial.
Embora seja bastante difícil de imaginar, o tempo, na verdade, não passa de uma dimensão espacial assim como a largura, a altura e a profundidade. A minha teoria, na verdade, prevê a existência não de quatro, cinco ou onze, mas realmente de infinitas dimensões. A razão básica para que acreditemos em infinitas dimensões é a própria constatação de que não se pode conceber dimensão sem que haja tempo, pois dimensão é distância, e distância só existe se houver movimento, e movimento, por sua vez ocorre, obrigatoriamente, em um determinado tempo. Como o tempo nada mais é do que uma dimensão espacial, para cada dimensão existente é necessária a existência de uma outra dimensão adicional que será entendida como tempo, e assim sucessivamente em uma progressão sem fim.
Todos os objetos em nosso universo (inclusive nós mesmos!) são Objetos Temporais, descritos não por três dimensões espaciais, mas por quatro! Da mesma forma como o ponto é a secção da linha, a linha é a secção do plano e a secção bidimensional da esfera é o círculo, a secção tridimensional da esfera temporal (quadridimensional) é a esfera como a conhecemos. Isto mesmo! Tudo o que conhecemos, todos os objetos tridimensionais não passam de uma secção do objeto temporal que ele realmente é.
Uma nova concepção do absolutismo do tempo
O tempo é absoluto porque não varia, é infinito e independente. É absoluto porque é espacial. O tempo não passa, nós é que passamos por ele. O mundo material (e energético) é estático e maciço. Movimento e tempo são criações da consciência, interpretações que o observador faz para organizar a sua existência e compreensão de si mesmo e do universo que o cerca. A consciência, esta sim é dinâmica, variável, expandindo-se, contraindo-se e curvando-se. O tempo, apenas uma dimensão espacial a mais, é imutável e absoluto.
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